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PRSteel versus Laminados

02-07-2020



No domínio da construção metálica, as vigas (travessas), pilares (montantes ou colunas) e respetivas ligações constituem a base das soluções estruturais das construções. A produção destes elementos tem, por isso, um papel determinante no custo dos projetos de construções metálicas. As empresas do setor da metalomecânica procuram, assim, otimizar as soluções que colocam no mercado, de modo a conseguirem a competitividade necessária para a sua solidez económica.

 

Os principais fatores onde se podem obter ganhos económicos são a quantidade de material (aço) e a mão-de-obra a utilizar na produção daqueles elementos estruturais. Todavia, a otimização a efetuar não pode prescindir do cumprimento das normas regulamentares em matéria de segurança, estabilidade estrutural e de garantia de qualidade.

 

Por exemplo, um pórtico de um pavilhão com 50 metros de vão em laminado custa 10.806 euros e em PRS custará 7.158 euros, ou seja, verifica-se uma poupança de 34%.

 

Os perfis mais utilizados nas estruturas metálicas são os perfis laminados a quente e os PRS (perfis reconstituídos soldados).

 

Perfis laminados a quente

 

Os perfis laminados a quente são os mais correntes, comercializados generalizadamente no mercado da construção metálica. Apresentam secção transversal normalmente em forma de I (são também frequentes as formas em H, U, L, T e outras). Caracterizam-se por manter a geometria transversal constante (inércia constante) ao longo do seu comprimento e terem uma espessura dos banzos e da alma que os tornam pouco esbeltos. Estes perfis apresentam limitações sobretudo na sua utilização em construções de grandes vãos ou sujeitos a cargas elevadas. São limitações de ordem económica (excesso de material necessário) e de estabilidade estrutural (insuficiência de capacidade resistente). A secção transversal uniforme ao longo da sua extensão e a pouca esbelteza destes perfis, condicionam também a sua utilização em configurações de arquitetura não compatíveis com a sua geometria rígida.

 

PRS – Perfis reconstituídos soldados

 

Os perfis PRS, conforme o nome indica, são construídos por soldadura de três chapas de aço, duas chapas para os banzos e uma chapa para a alma, formando uma secção transversal em I. As três chapas são soldadas de forma contínua nos dois lados da alma. A largura dos banzos e a altura da alma podem, eventualmente, ser variáveis ao longo do seu comprimento. As espessuras das chapas, podendo não ser sempre iguais, são, geralmente, mais esbeltas do que a espessura das placas dos perfis laminados existentes no mercado. Estas características permitem obter secções transversais variáveis, ou seja, com inércia variável adequada, de forma eficiente, à capacidade resistente exigida em cada secção. Permitem, ainda, obter soluções mais flexíveis para situações de configuração arquitetónica mais complexa.

A necessidade de soldadura exige, contudo, um maior controlo de qualidade no fabrico destes perfis.

A flexibilidade das soluções com perfis PRS, colmatando as limitações apontadas aos perfis laminados a quente, permite às empresas do setor, colocar no mercado produtos inovadores, concorrenciais e mais competitivos, otimizando os fatores dos custos de produção.

 

 

PRSteel – Produto marca MOMsteel

 


 


A MOMSteel lançou no mercado um produto inovador de vigas PRS, com marca registada: 

PRSteel – Vigas reconstruídas soldadas.

Na sua produção observam-se sempre as normas europeias EN ISO 9001 (gestão da qualidade) e EN 1090 (requisitos técnicos para a execução de estruturas metálicas).

Podem ser de inércia constante ou variável e estão disponíveis em comprimentos de 3 a 16 metros. São comercializadas por via online.

 

5 vantagens dos perfis PRS sobre os laminados:

 

1 – Economia em material utilizado, pela maior esbelteza das chapas dos PRS e pela variação da sua secção transversal (inércia variável). A redução do peso de aço relativamente aos perfis laminados é conseguida através da otimização da capacidade resistente exigida em cada secção ao longo do comprimento da viga.

 

2 – Colmatagem por soluções em PRS das limitações dos perfis laminados, no que respeita à capacidade resistente em casos de grandes vãos ou de cargas elevadas, ampliando o âmbito de soluções a desenvolver de forma competitiva pelas empresas do sector da metalomecânica.

 

3 – Maior flexibilidade das soluções PRS por poderem ser ajustáveis à configuração arquitetónica do edifício, em situações de geometria mais complexa que os perfis laminados não resolvem, alargando também a este aspeto o campo de intervenção das empresas do setor.

 

4 – Melhor qualidade estética das soluções em PRS pela maior esbelteza das chapas constituintes, fornecendo mais leveza às estruturas metálicas do que as soluções em laminados.

 

5 – Reforço da garantia da qualidade dos PRS pela maior exigência do seu controlo na produção, tendo em conta a complexidade técnica das operações de soldadura. 

 

Isabel Brás

Técnica do Departamento de Engenharia e Preparação da MOMSteel



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